
Título: Caminho das Índias
Tipo: Novela (TV Globo)
Personagem: Indira
Estreia: 19/01/2009
Site Oficial: Aqui
Status: Terminado
Nascida a 20 de Outubro de 1952, na cidade de Sorocaba, interior do Estado brasileiro de São Paulo, Eliane Teresinha Giardini cresceu no seio de uma família bastante grande, de ascendência italiana e portuguesa.
Muito enérgica e independente, começou a trabalhar aos dezassete anos. Como atriz, começou por fazer um filme da autoria de um tio. Depois, fez teatro amador e ingressou na Escola de Teatro da Universidade de S. Paulo, onde, anos mais tarde, se formou actriz e namorou com o seu colega de curso Paulo Betti, com quem acabou por casar. Juntos, iniciaram uma escalada na carreira de actores, primeiro mesmo em Sorocaba e, mais tarde, em São Paulo.
É quando Eliane faz a sua estreia no cinema, com o filme O Salário da Morte (Quanto a teatro, a sua estreia foi com a peça Marvada Carne). Para ambos, começavatambém a antever-se umapromissora carreira na televisão, até que, por volta de 1977, Eliane engravida e dá à luz uma menina, de seu nome Juliana. Para cuidar da
filha, Eliane decide fazer um intervalo na sua carreira de actriz. Quatro anos depois, nasce Mariana, a segunda filha do casal, e a pausa prolonga-se por mais três anos. Finalmente, Eliane resolve retomar a sua carreira de actriz, enquanto Paulo vai conquistando grande popularidade. Para Eliane, a meta era deixar de ser, para o grande público, simplesmente “a mulher de Paulo Betti”. Dona de um grande talento, conseguiu abrir espaço no teatro, o que lhe rendeu prémios de Melhor Atriz, e também o cinema lhe abriu as portas.
Todavia, a sua frustração era crescente. Afinal de contas, parara sete anos para se dedicar às filhas, justamente quando fora convidada para integrar o elenco de uma novela; o papel acabara por ser entregue à então estreante Cássia Kiss e Eliane caíra no esquecimento. Agora, era uma actriz premiada, mas não conseguia alcançar a fama, o estrelato, algo que (tinha consciência disso) só seria atingido quando conseguisse chegar ao veículo dos sonhos: a televisão. Sentia-se de certa forma culpada por ter feito uma pausa na sua carreira, mas era uma mãe extremosa e dedicada, carinhosa, e a família estava primeiro.
Para piorar, a carreira de Paulo tomara um caminho verdadeiramente ascendente e, em 1989, é agraciado com o personagem Timóteo, do estrondoso sucesso Tieta, novela de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzohn e Ricardo Linhares, e é lançado, definitivamente, para um estatuto de estrela no meio artístico brasileiro. Mais do que nunca, Eliane era apenas “a mulher de Paulo Betti”. Por mais que se sentisse feliz com o êxito do marido, não podia deixar de se sentir também amargurada pela
sua falta de sucesso. Doía-lhe demais sentir-se inferiorizada, o que chegou a provocar uma crise no casamento e lhe valeu um período de grande angústia.
Entretanto, José Wilker, na época director na extinta TV Manchete, convidou-a a integrar o elenco do remake de Helena. Eliane empenhou-se, mas não conseguiu chamar a atenção. Terminada a novela, tornou a cair no esquecimento. Um ano depois, porém, acaba por ser chamada para a “fábrica de sonhos”. A TV Globo contrata-a para interpretar a solteirona Lucinda na mini-série Desejo, baseada na vida do escritor Euclides da Cunha. Ainda assim, a sua carreira custava a arrancar e cada vez mais Eliane se deprimia.
Vivendo já com Paulo e as filhas no Rio de Janeiro, o marido tornara-se uma espécie de coqueluche de Aguinaldo Silva. Em 1992, integrava o elenco de Pedra Sobre Pedra, mais um sucesso do autor numa “novela das oito”, ao mesmo tempo que Eliane era convidada para um pequeno papel em Felicidade. Com o seu talento, conseguiu fazer crescer a sua Isaura, mas, estranhamente, não conseguia alcançar o estrelato. Continuava a ser “a mulher de Paulo Betti”.
Terminada a novela, Eliane começava a convencer-se de que não possuía o talento necessário para conseguir um papel e a popularidade almejada. Começou a achar, também, que já era tarde para realizar o seu sonho. Afinal de contas, beirava já os 40 anos. Resolveu, então, fazer um ultimato a si mesma: se, até aos 40, não conseguiss
e alcançar a tão ambicionada fama, desistiria de lutar por esse sonho, resignando-se ao seu destino de dona-de-casa e mãe de família. Foi então que, em 1992, já perto de completar os 40 anos, pouco antes da data fatídica, Eliane é convidada por Luís Fernando Carvalho para interpretar uma dona-de-casa recatada e submissa ao marido, a Dona Patroa, no grande êxito de Benedito Ruy Barbosa Renascer. Encolhendo os ombros perante uma personagem aparentemente tão pouco interessante, Eliane, por descargo de consciência, resolveu aceitar… e o inesperado aconteceu! Em pouco tempo, Dona Patroa (ou melhor, Yolanda!) tornou-se o símbolo da mulher brasileira e Eliane Giardini a atriz morena de meia-idade preferida dos telespectadores.
Com enorme surpresa sua, viu o seu nome citado com uma das mulheres mais bonitas do Brasil e até da famosa revista masculina “Playboy” começaram a chover convites para posar nua… o que não agradou às filhas, Juliana e Mariana, adolescentes nessa época. O talento, beleza e
sensualidade de Eliane, tão mencionados nos meios de comunicação social e nas imensas cartas de fãs que, de um momento para o outro, passou a receber, em que as mulheres a tinham por modelo e os homens diziam ser ela a mulher dos seus sonhos… tudo isso a levou a olhar melhor para si mesma. Afinal de contas, era considerada uma das mulheres mais belas e sensuais do país e, se era essa a imagem que passava, não podia decepcionar ninguém! Com a ajuda das sessões de meditação, de que era adepta havia já alguns anos, tornou-se uma pessoa mais tranquila, ao mesmo tempo que se dedicava com imenso carisma, charme e simpatia, a fazer de tudo para não decepcionar os fãs, quer em relação ao seu imenso talento, quer no inerente à sua grande beleza, que s foi tornando cada vez mais e mais evidente.
A partir daí, a sua presença nos écrans tornou-se constante e conseguiu atrair a simpatia de todos… Em 1996, a polémica novela de Glória Perez Explode Coração trouxe aos écrans uma Eliane Giardini que poucos conheciam: a sua faceta cómica foi, finalmente, revelada. Eliane sempre fora uma pessoa muito alegre e cheia de humor e a inusitada cigana Lola chamou-lhe a atenção e, durante os meses de duração da novela, público e crítica foram unânimes em afirmar que Eliane possuía uma veia cómica hilariante.
Assim, um ano depois, Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares criaram a sedutora alcoólatra Santinha de A Indomada, uma personagem a quem, segundo eles, somente Eliane poderia dar vida, devido à sua beleza talento e carisma.
Isto porque Santinha era uma personagem simultaneamente cómica e dramática, de grande destaque, fazendo parte do núcleo principal da trama, o que valeu a Eliane a oportunidade de confirmar, de uma vez por todas, o seu enorme talento e grande versatilidade, com uma das personagens mais difíceis (e mais aplaudidas) da sua carreira. Intercalando cenas verdadeiramente hilariantes com outras de extrema densidade dramática, conseguiu, mais uma vez, emocionar público e crítica, que a aplaudiram calorosamente. Nesse mesmo ano, recebe o prémio de Melhor Actriz no Festival de Cinema de Gramado, pela sua prestação no filme O Amor Está no Ar.
Foi nesse período que uma bomba caiu na sociedade artística brasileira: Eliane Giardini e Paulo Betti, dois actores do elenco da novela da noite, A Indomada, considerados um dos casais perfeitos do meio artístico brasileiro, separara-se. De fato, se, para Eliane, a carreira corria pelo melhor, o mesmo não sucedia com a sua vida pessoal. Depois de 25 anos de vida em comum, ela e Paulo decidiram separar as sua vidas. Foi uma separação amigável e os dois continuaram a conviver como bons amigos, de tal forma que chegou a falar-se em reconciliação. Falso alarme. Eliane envolveu-se com o seu colega Ernâni Jr., dezassete anos mais jovem (com quem contracenava na peça “A Dama do Serrado”), ao mesmo tempo que Paulo assumiu o romance com a actriz Maria Ribeiro, com vinte e três anos a menos.
Em 1999, Eliane volta aos écrans e ao seu estatuto de Sex-symbol, ao viver a sensual professora de dança Janete na divertida novela Andando nas Nuvens. Para tal, viu-se obrigada a aprender a dançar, descobrindo uma paixão pela dança.
O sucesso como Nazira na novela de Glória Perez O Clone, em 2001, foi incomparável. Nazira é, até hoje, uma das personagens mais marcantes da carreira de Eliane. A muçulmana que se sentia “sacrificada como um carneiro” porque não conseguia um marido arrancou grandes gargalhadas do público que, apesar do seu temperamento explosivo e às vezes não muito bom, a apoiava e torcia por ela.
Seguiu-se outro grande sucesso televisivo: a sensata e fogosa Caetana, mulher de Bento Gonçalves, na minissérie A Casa das Sete Mulheres e mais uma vez novos fãs se juntaram à já grande legião que acompanha o trabalho de Eliane Giardini.
Para interpretar Tarsila do Amaral na minissérie Um Só Coração, 2003, Eliane mergulhou na vida e obra da artista plástica. O resultado foi tão perfeito que foi chamada para interpretá-la duas vezes mais: na peça “Tarsila”, como protagonista, e num capítulo da minissérie J.K..
Entretanto, em 2005, com a novela América (mais uma vez, pela mão de Glória Perez), Eliane conquistou o público de várias idades, e granjeou ainda mais fãs. A explosão de fãs foi enorme, principalmente entre os mais jovens. Adolescentes (e não só) sonhavam com um amor como o de Neuta (Eliane) e Dinho (Murilo Rosa), cuja química convenceu e encantou de tal forma que foram eleitos por um site o casal do ano e foi criado na internet uma petição para que os dois voltem a fazer par romântico na televisão…
Em 2006, mostrou ao grande público uma outra faceta: a sua belíssima voz, ao interpretar a cantora Esmeralda, personalidade alternativa da beata Eva, na novela Cobras & Lagartos e, em 2007, encantou o público como a doce e poderosa “valentina” Pérola em Eterna Magia.
Em finais de 2009, imediatamente após largar a pele de Indira na novela Caminho das Índias, Eliane interpreta, aos 57 anos de idade, a sua primeira protagonista em televisão: a sensual ex-bailarina Hélia Pimenta, mulher de fibra, na novela Tempos Modernos.
Hoje, Eliane está onde sempre sonhou: sob as luzes da ribalta… e a sua vida nunca mais foi a mesma.
*Nome completo: Eliane Teresinha Giardini
*Data de Nascimento: 20 de Outubro de 1952
*Local de Nascimento: Sorocaba, SP
*Signo: Libra (Balança)
*Altura: 1,65m
*Peso: 54 kg
*Côr do cabelo: Castanho
*Côr dos olhos: Verdes (castanho-esverdeados)
*Habilitações literárias: Curso Técnico de Teatro na USP
*Estado civil: Divorciada
*Filhos: Juliana, de 31 anos, e Mariana, de 27
*Hobbies: Leitura, natação…
*O que faz para se manter em forma: Ginástica aeróbica, musculação, alimentação regrada (basicamente integral. Carboidratos pela manhã e na outra metade do dia, saladas e proteinas com frango ou peixe)…
*Manequim: 38
*Animal: Cão
*Ascendência: Descendente de italianos e portugueses (confessa ter o destempero dos italianos, sendo muito temperamental!!!)
*Cantora: Marisa Monte e Sinead O’Connor
*Ator: Pedro Cardoso
*Atriz: Regina Casé
*Bebida: Caipirinha de Vodka
*Comida: Panqueca de carne moída ou bife à parmegiana.
*Perfume: Eternity
*Homem Bonito: Fábio Assunção
*Mulher Bonita: Isabella Rossellini
*Virtude: Curiosidade
*Defeito: Preguiça